Inovação será propulsor para a retomada dos negócios

 

 

Por Everaldo Artur Grahl, Diretor Presidente da Fundação Fritz Müller

Diante de um primeiro semestre completamente imprevisível, gestores se depararam com o desafio de manter e fortalecer os negócios diante de uma pandemia global. Mais do que suscitar uma crise que foi do âmbito da saúde para o econômico, o coronavírus colocou em xeque a capacidade de inovação e adequação das empresas.

Passados os primeiros meses e diante de um cenário que já visa a retomada, a inovação ganha papel central na rotina das lideranças. Foi também a necessidade de se reinventar que fez muitos negócios agirem com rapidez. Nesse sentido, a tecnologia, que até então era uma prática que ainda engatinhava no meio empreendedor no nosso país, foi determinante para a sobrevivência dos negócios. O momento exigiu que até os mais resistentes se curvassem a ela e tivessem-na como a propulsora do processo empreendedor em todas as instâncias – tanto na comercialização de produtos como na prestação de serviços. Ninguém mais se viu alheio ao movimento de evolução do mercado, por necessidade de adaptação. É o que acontece com a humanidade desde que o mundo é mundo.  

A necessidade de adaptação leva a outra ação: investimento. É preciso olhar para a transformação digital e para o conhecimento com mais atenção. A crise, é claro, afetou muitas empresas. Segundo o IBGE, das 2,8 milhões de empresas em funcionamento na primeira quinzena de julho, 44,8% informaram que a pandemia afetou negativamente suas atividades, enquanto para 28,2% o efeito foi pequeno ou inexistente e para 27,0% o efeito foi positivo.   Ou seja, mesmo diante da situação desafiadora, quase 30% dos negócios brasileiros se adaptaram para gerar mais negócios neste momento. O que fazem estas empresas? Com certeza é a adaptação baseada em pilares como inovação, conhecimento e tecnologias.

Fica claro que o empreendedor entendeu que inovação demanda investimento, como uma forma de reação a essas perdas apontadas por pesquisas como esta. São investimentos que vão além otimização de processos. De nada vale o aporte da tecnologia sem estratégias bem estruturadas para que se cumpra todas as possibilidades que essa modernização de sistemas oferece. É aqui que se chega ao quesito comportamento.

Mais do que inovação tecnológica, o momento nos mostra que é preciso também inovar enquanto profissional integrante de uma cadeia produtiva. É investir na humanização das relações de trabalho, tanto com o colaborador mais distante quanto com o consumidor final; é inovar na postura de líder, o fazer diferente pra fazer diferença. Fazer bom uso da tecnologia significa apostar em boas práticas e a busca por melhores modelos de atuação através do conhecimento – porque esse talvez seja a maior estratégia de inovação em qualquer momento da existência humana.

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