Cinco boas práticas para a indústria durante a crise

Professor de Administração de Produção da Fundação Fritz Müller, Cristiano Chiminelli traz dicas para que as empresas possam reestruturar a estratégia de atuação e garantir a permanência dos negócios  

A fase é de adaptações. Já se vão mais de 30 dias desde o início das medidas de prevenção à pandemia do Covid-19 e agora as empresas começam efetivamente a sentir os impactos das mudanças adotadas. Neste momento de crise, duas grandes preocupações têm perturbado os gestores: redução do faturamento e custo fixo do final do mês. Como decisões, muitas empresas estão demitindo os colaboradores. Mas será essa a melhor ação?

 

O professor de Administração da Produção da Fundação Fritz Müller, Cristiano Chiminelli, elenca boas práticas para a indústria superar este momento desafiador. Confira:

 

1 – Preserve seu capital humano

“Temos que pensar que essas pessoas foram treinadas para aquelas atividades. As pessoas criam valor com o tempo e dispensar esse recurso humano nesse momento pode causar uma reação negativa a médio longo prazo. São funcionários habilitados e desenvolvidos que ficarão desempregados”, explica Cristiano Chiminelli. Para ele, desligar pessoas qualificadas, além de implicar em custos trabalhistas, pode prejudicar a retomada, visto que faltará equipe qualificada, para a rápida realização das ações necessárias para busca por mercado assim que a crise se atenuar.

 

2 – Prepare-se para a lenta retomada

O professor da Fundação Fritz Müller lembra ainda de um aspecto bastante importante no contexto que estamos enfrentando: a retomada da economia será lenta e as empresas devem ser assertivas em suas ações. “Mais do que estar preparado para aproveitar o momento em que a situação começar a ficar mais positiva, é preciso replanejar. O que foi pensado para 2020 precisa ser revisto urgentemente”, diz. De acordo com o especialista, é hora de analisar receitas e custos, utilizar o capital da forma correta para garantir a manutenção da estrutura no médio e longo prazo.

 

3 – Flexibilidade pode ser a chave

Segundo Cristiano, as empresas devem fazer melhor, com menor custo e maior velocidade e flexibilidade. “Por isso o capital humano é tão importante. O trabalho em equipe será fundamental para alinhar a comunicação e senso de cooperação e urgência. E será ainda mais importante a médio prazo, quando a empresa vai precisar desse recurso humano capacitado para retornar à normalidade”, aconselha.

 

4 – Reorganização do sistema de produção

Reorganizar o sistema de produção, seja o resultado deste trabalho um produto ou até mesmo uma prestação de serviço, é o gatilho do momento. Reduzir, ou melhor, eliminar desperdícios é primordial. A fase também pode ser de lapidação, tanto do gestor como do colaborador. É a oportunidade do funcionário ser treinado para uma nova forma de atuação, visando o melhor desempenho da empresa no mercado através de uma estrutura pessoal que já está em casa. “Assim, fica mais fácil incorporar o ciclo de melhorias no negócio, visando os parâmetros e indicadores para produção e garantindo a lucratividade. Utilizar os recursos internos e externos da organização readequados à crise é uma postura que certamente vai trazer vantagens – agora e no futuro”, aponta Cristiano.     

 

5 – Liderança engajada e comunicação com o mercado

Mais do que nunca, contar com líderes que estejam à frente de suas equipes, trabalhando com transparência e liderando pelo exemplo, será essencial. “Cada empresa tem um diagnóstico e precisa de contramedidas específicas. É o líder que poderá transformar o diagnóstico em ações precisas se souber guiar a sua equipe”.  Para o professor de Administração de Produção, “é preciso pensar no cliente, identificar e ressaltar os valores na ótica do cliente. E como estabelecer essa estratégia? Lapidando a equipe, transmitindo tranquilidade e energia. E ao mesmo tempo desafiando-a para reinventar sua forma de pensar e agir”, finaliza.

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