A relação direta entre as práticas corporativas e as boas posturas com o Meio Ambiente

 

O Dia Mundial do Meio Ambiente está prestes a completar meio século de existência! A data institucionalizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1972 traz à tona anualmente a importância e a necessidade da preservação de ecossistemas para a manutenção do planeta. Os problemas ambientais são inúmeros e o homem é o maior responsável pela destruição dos bens naturais – a mudança de postura e comportamento já mudou bastante, no entanto, especialistas afirmam que ainda há muito o que ser feito, sob pena de impactos negativos irreversíveis à própria humanidade.

 

Iniciamos este ano o período nomeado pela ONU como a Década de Restauração de Ecossistemas, que segue até 2030. O norte da inciativa é promover ações que recuperem sistemas ecológicos degradados, através de medidas que diminuam – ou até aniquilem – os problemas climáticos, perdas da biodiversidade, escassez de alimentos e de água que sustentam as cadeias naturais. Os relatórios da ONU reafirmam a urgência dos esforços em transformar a atual realidade do meio ambiente. Dados da entidade apontam que a degradação dos ecossistemas terrestres e marinhos compromete o bem-estar de 3,2 bilhões de pessoas no planeta e que quase um milhão de espécies e plantas correm o risco de extinção.

 

No Brasil, dezenas de entidades já estão unidas e trabalhando para que as mudanças sejam colocadas em prática. Uma delas é o Conservação Integrada Summit, evento virtual gratuito e aberto à comunidade que ocorre no fim do ano com diversas palestras, mesas redondas e debates. O significado de ações como essa tem grande peso na determinação do que deve ser feito em prol do meio ambiente. Mas as pequenas atitudes, aquelas do dia a dia, nos microssistemas sociais dos quais participamos, também fazem toda a diferença. O que você tem feito pela preservação ambiental? Que premissas a empresa na qual você trabalha prega quando o assunto é conservação ambiental?

 

Na Fundação Fritz Müller, atitudes corriqueiras se transformam em iniciativas de alto impacto social e ambiental. As práticas sustentáveis vão desde os cuidados com a horta, que recebe adubo orgânico resultado das nove composteiras que existem na instituição; passando pelo uso de copos feitos com material biodegradável, a reciclagem de materiais e o incentivo à economia circular até a coleta de resíduos eletrônicos. O recolhimento de lacres e tampinhas plásticas e encaminhamento para campanhas solidárias, a destinação de esponjas usadas para empresas especializadas na reciclagem de materiais de difícil reaproveitamento e a destinação correta de embalagens de remédios ao descarte correto são algumas das outras medidas que geram benefícios à natureza.

 

É, em linhas gerais, a prática da ESG. A sigla inglesa que está relacionada às práticas ambientais, sociais e de governança ganha cada vez mais espaço no mundo corporativo e está diretamente ligada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) da ONU. Seguir os padrões da ESG elevam o empreendimento à maior competitividade interna e externa, indicam solidez, custos baixos, boa reputação e resiliência em um cenário permeado pelas vulnerabilidades, sendo essenciais e até decisivos para a tomada de decisão de investidores.

 

De acordo com um levantamento feito com as empresas que integram o Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bolsa de Valores do Brasil (ISE B3), 83% das corporações integram os ODS aos processos estratégicos de gestão, metas e resultados dos negócios.

 

É apenas um indicativo do quanto as boas posturas com o ambiente estão diretamente relacionadas às práticas empresariais. A restauração dos ecossistemas, sugerida pela maior organização do mundo, é algo que está ao alcance de cada membro humano, seja em casa, seja no trabalho, seja no ambiente social. No mundo corporativo, seguir as premissas de sustentabilidade traz além de resultados palpáveis, um posicionamento de mercado positivo.     

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