Transtornos causados pelo ambiente profissional

Fundação Fritz Müller

Transtornos causados pelo ambiente profissional

01 de Dezembro de 2017

De acordo com dados do INSS, em 2016, quase 200 mil trabalhadores foram afastados por problemas como depressão, transtorno bipolar, estresse e ansiedade. As expectativas levantadas pela Organização Mundial da Saúde são de que até 2030 estes transtornos sejam as doenças mais comum em todo o mundo.

 

Esta é uma questão grave, visto que profissionais afastados representam queda de produtividade e aumento de custos na empresa, além dos pagamentos de benefícios e tratamentos com saúde arcados pelo governo. Tudo isso abala a economia do país, sendo que a solução, muitas vezes, está em melhorias no próprio ambiente de trabalho. Então, quais são as soluções possíveis para que as organizações evitem que seus colaboradores desenvolvam transtornos mentais no ambiente profissional?

 

Antes de pensar nas soluções, é preciso esclarecer os principais aspectos responsáveis pelas causas. Voltando no tempo até o século 19, na época da Revolução Industrial, o cenário era de jornadas de trabalho absolutamente exaustivas, com mais de 16 horas diárias sem períodos de intervalos definidos.

 

Naturalmente, os trabalhadores respondiam com doenças físicas e mentais, até a desistência, já que não havia o afastamento remunerado para tratamento. Com o tempo, estas condições foram mudando, pois os donos das indústrias perceberam que não haveria outra solução senão oferecer melhores condições de trabalho.

 

Hoje em dia estamos começando a enfrentar uma nova era de modalidade profissional que volta a exigir cada vez mais dos colaboradores. A era digital traz a necessidade de velocidade e aumento da produtividade, mantendo o desempenho dos profissionais no mais alto nível. O que acaba acontecendo é uma pressão psicológica no ambiente profissional, que inevitavelmente afeta desde a vida pessoal até a situação econômica do país, pois está tudo interligado.

 

Doenças contemporâneas

As doenças contemporâneas, como citado no início, são a depressão, o estresse, a ansiedade, que também são sintomas da Síndrome de Burnout, caracterizada pelo esgotamento físico e emocional, capaz de alterar o comportamento das pessoas e impedir que consigam continuar suas atividades.

 

A empresa deve observar cada colaborador individualmente e investigar a verdadeira causa de comportamentos agressivos, desânimo, falta de criatividade, irritabilidade excessiva, queda brusca na produtividade e excesso de pedidos de despensa. Estes são sinais de alerta importantes.

 

Simplesmente, não é possível exigir de cada trabalhador mais do que ele pode oferecer, não importa qual seja o seu engajamento. Todos têm um limite que precisa ser respeitado, o que acaba sendo camuflado, muitas vezes, pelo próprio colaborador, que acredita poder aceitar sempre mais e mais trabalho para comprovar sua competência.

 

Qualidade de Vida

Como solução, o papel das empresas entra aqui, no estabelecimento de uma comunicação interna bem esclarecida para todos, planos de remuneração, assim como na implantação de estratégias relacionadas ao desenvolvimento humano, como Mapa Ágil e Avaliação de Desempenho e Competências, que ajudam a manter o profissional dando um passo de cada vez, em equilíbrio com suas atividades diárias e consciente do seu papel na organização.

 

Todas estas mudanças no ambiente organizacional, junto do constante incentivo a atividades saudáveis também fora do ambiente trabalho, certamente colaboram para que a vida do profissional e a produtividade da empresa caminhem em perfeito equilíbrio, trazendo benefícios perenes para todos, já que um precisa do outro para continuar evoluindo e buscando o sucesso – independentemente da definição individual que ele tenha.


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